segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Forgotten

He missed a date
And went on a trip.
He said he missed me
But he didn't act like it.
We went out
It was fun.
Now, I feel forgotten...
It's hard to be only an option.
I'm sad,
Sad like when something inside you dies.
Sad like when ayou loose a loved person.
Sad like when you're rejected.
Sad...



Por Solange Prado

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Apenas perguntas.

     Trabalho:   

           Você está estudando, se matando, para aquilo que é todos falam que o seu destino. Sua família se acostumou com a ideia do que você quer ser e por ser uma profissão nobre, faz pressão para que você se esforça. Todos falam que é o melhor a fazer, mas com todo o esforço você não se sente feliz.  Seria esse mesmo o seu destino?  Você nasceu com um dom, mas um dom que não é uma profissão considerada nobre ou financeiramente ‘boa’ mas é o que você ama fazer e o que te faz feliz. Então como escolher? Seria possível conciliar as duas profissões?

         Sociabilidade:

O que fazer quando você tem familiares te pressionando? Deve trata-los bem mesmo assim só por serem da família? E quando são os amigos? Para mim amigo de verdade entende o seu tempo e te estimula para que você progrida, mesmo que devagar. O amigo de verdade não te julga, logo, não deve se importar (encher o saco) com o que você quer fazer da vida, o amigo deve te ajudar a ser feliz ou pelo menos evitar que você fique infeliz. E, quando o problema é com o namorado (a)? O que fazer? Afinal, ele(a) deveria se o(a) melhor amigo(a), não é? Mas, e quando isso não acontece? E quando o relacionamento chega a um ponto onde não dá pra saber o que fazer? Quando não dá pra saber se é o fim ou se é uma armadilha da mente para manter um ciclo autodestrutivo?  Apenas perguntas.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Mental confusion

I am so afraid and so desperate. I just wanna escape, go to somewhere else. Go back to my childhood, when I used to never fear anything, when I was protected.

Now, I can’t stop thinking. I have so many things to do, so much pressure. Well, I have been feeling like I won’t be able to do all that. I’m feeling like I would lose my friends, my family, that I would be alone. That I will fail. I'm afraid people will forget me.

I don’t know what to do. I don’t know how to do. I just don’t know how it could work. I know nothing.

SolangePrado

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Jovens tecendo sonhos

Logo cedo, no caminho da escola, vejo mendigos, crianças pedintes e jovens guardadores de carros. Ao sair no fim de semana, passo por outras partes da cidade e a visão é a mesma. No Brasil o índice de analfabetismo é de 12,4% e o de analfabetos funcionais e de 24,7%, pessoas não conseguem ler e escrevem bem pouco. Essas pessoas, ao tentar uma vida melhor, mesmo se esforçando não conseguem afinal, está difícil para todos conseguir um emprego. E, quando eu acordo de manhã e sigo meu caminho para a escola, é com essas pessoas que encontro, pessoas que na falta de qualificações tem que trabalhar com as coisas mais humildes e as vezes até pedir esmola. Alguns, ao ver que as pessoas se comovem com o sofrimento dos pedintes acabam por se passar por morador de rua e, nós passamos a nos sentir enganados quando vem alguém pedir esmola, vender bala, rosa, pano de prato, etc., com razão. Mas, e os que realmente precisam? Todos falam que dar esmola é errado, que devemos fazer algo para realmente mudar a vida da pessoa. Como? Quem se dedica a ajudar um pobre estudar a estudar? Quem tenta ensinar ao às crianças e jovens? Quem escolhe um tempo por semana para se doar? Pouquíssimos. E muitos ajudam instituições apenas financeiramente, mas dar dinheiro não seria a mesma coisa que esmola? Quem está certo? Quem se doa ou quem paga?  Em muitas favelas e também em cidades do nordeste, se destacam pessoas que enfrentaram preconceito da sociedade e criaram projetos para ajudar os jovens, um bom exemplo são as orquestras que são formadas nessas regiões e hoje o que começou com uma pessoa ensinando instrumentos a um pequeno grupo tornou-se um projeto com centenas de jovens, e continua a crescer, e o principal motivo é que com as orquestras eles aprenderam a importância do trabalho em equipe, aprenderam a valorizar o outro, a respeitar o outro e principalmente, que do mesmo jeito que foram ajudados, devem ajudar, para que mais jovens possam ter um futuro melhor. E nós, que não passamos necessidade alguma, que estudamos em boa escola, temos um bom lar, o que nós fazemos para ajudar? Não é muito difícil, nós não precisamos levar um mendigo para casa, nem ir à uma favela, basta ajudar aquele colega que vai mal na escola, aquela amiga que está com problemas em casa, dar um pouco de atenção já fará com que a pessoa se sinta melhor e, isso é o que chamamos de solidariedade. Outra coisa importante é sermos justos, zoar alguém só porque todos o fazem é sinal de fraqueza, de falta de identidade, por quye não tentar saber mais sobre a pessoa e deixar o preconceito de lado? Um pequeno gesto fraterno pode, não mudar o mundo, mas mudar a vida de uma pessoa, o que já é suficiente. Os jovens, antes de entrarem para as orquestras passavam o dia na rua, alguns até entraram no tráfico, mas graças à bondade de alguém, eles passaram a ter uma vida normal e  feliz, e o mais importante, agora podem sonhar com um futuro ainda melhor. Com pequenos gestos, nós podemos ajudar outras pessoas a ter uma vida melhor e até a sonharem.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Insegurança

Confusão mental. Não o que eu sinto, ou melhor sei. E tenho medo. Eu tenho medo de tudo, do mundo, da vida, das pessoas, das reações. Das reações de uma pessoa no meu mundo. E se tudo acabar?

Sol Prado

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O horizonte

Domingo de tarde. O sol encoberto por nuvens azul-escuras. A chuva chegando. A praia com pouquíssimas pessoas. O mar? AAhh o mar vazio, apenas com os barcos no horizonte. Barcos enormes, mas que pareciam pequenos. De repente a tempestade, os raios, o show de luzes, o espetáculo mais lindo e perfeito, e impossível de ser repetido. Lá estava eu, sentada, no lugar onde você é, simplesmente é, onde tudo é nada e nada é tudo, onde eu me sinto completa é incompleta, onde chego com as duvidas e saio com as respostas. Domingo de tarde.

Por Solange Prado

segunda-feira, 2 de março de 2009

Perseguição

Acabo de acordar e não consigo parar. Não sai da minha cabeça. Penso nisso há dias, sonhei com isso hoje. Como pode? Viciar em algo, em objetos. Preciso comprar. Vou agora. Nossa, não acredito! Preciso trocar o pijama, escovar os dentes, tomar café, não, café não, tenho que sair logo.

Estou andando e não passa ônibus. Acordei cedo demais, não há nada aberto ainda. Mas preciso achar, em algum lugar deve ter. Estou procurando, olhando ao meu redor, pensando se eu não vi algum sinal, sinal de que pudesse ter, mas não...

Continuo a andar e já passa da uma, estou com fome, estou tonta, meu estômago parece quere dizer algo, não estou vendo mais com clareza, preciso comer, mas não posso. Não sei o que faço, os carros passando com as buzinas e sons, estou confusa, não sei mais onde estou, não reconheço ninguém. Está tudo rodando, não enxergo mais nada mas preciso correr....

-  Essas foram as últimas palavras da jovem que foi atropelada hoje, pouco depois da uma e meia da tarde - Comunicava a reporter no jornal de fim de tarde.

Por Solange Prado